Feito sob medida para o Oscar

11.02.2020

As grifes que vestiram os principais artistas na noite do Oscar começaram a liberar hoje fotos exclusivas dos momentos de confecção das peças. Não faltaram processos de moulage com acabamentos e aplicações manuais muito detalhadas nos manequins. Isso, claro, por causa do tempo de confecção das peças, já que alguns bordados chegaram a consumir até 600 horas.

A Moulage – também conhecida pelo termo em inglês draping – é uma técnica de modelagem tridimensional, feita no corpo de quem veste. Por isso, o processo é “fait au moule”, ou feito sob medida. Em processos industriais os moldes das roupas são trabalhados em apenas duas dimensões. O desenho e feito em papel e os tecidos são riscados e cortados sobre ele, em uma mesa.

Entre os homens, um dos artistas a optar por um modelo feito à mão foi o ator Antônio Banderas. O modelo clássico, tinha uns toques de modernidade: era mais alongado, com a ideia bem casual de longline, e apenas um botão na linha da cintura. Fechamento do look bastante elegante com sapatos de cadarço e verniz.

Uma das mulheres mais elegantes da noite optou por um preto suntuoso também da Dior. Charlize Theron optou por um decote assimétrico, abertura lateral e cauda.

O visual foi arrematado pro uma impressionante  joia da Tiffany & Co. adornada com mais de 160 diamantes, sendo que um deles tem umas lapidação marquise com mais de 21 quilates. 

Na linha dos longos pretos da Christian Dior, Natalie Portman protestou. Colou sobre o vestido bordo, no exato momento dos holofotes do tapete vermelho, uma capa com os nomes de diversas diretoras mulheres que não foram prestigiadas na noite de premiação.

O modelo é da coleção de alta-costura primavera-verão 2020 em tule de seda, com bordados de caules de trigo e mudas de flores silvestres em fio de ouro envelhecido.

É muito importante ter estilo, mas tão fundamental quanto respeitar sua história é saber escolher a roupa certa para cada ocasião. E, nesse aspecto, Billie Eilish se mostrou completamente amadora. Tentou subverter o glamour com um par de tênis, chamando atenção do jeito errado.

O visual, assinado por Alessandro Michele, envelheceu a jovem de 18 anos e ainda deixou a cantora achatada, como se pode ver na imagem. O pior de tudo foi ela, além de ter vestido esse traje, ter subido ao palco principal do evento para cantar.

Parece que causa boa impressão é mesmo uma questão de maturidade. Belo exemplo disso deu jane Fonda, vencedora de dois Oscars nos anos 1970, responsável por anunciar o grande prêmio da noite, a estatueta de melhor filme do ano para “Parasita”. O protesto silencioso foi lindo de se ver. Jane subiu ao palco com um casaco vermelho na mão, o mesmo que ela usou nos protestos pelo meio ambiente.

A atriz faz parte do movimento Fire Drill Fridays e já foi presa diversas vezes durante as manifestações. Ela é hoje uma das celebridades americanas mais influentes no campo do ativismo ambiental e já declarou em entrevistas que essa foi a última que adquiriu. Jane Fonda fez promessa de nunca mais comprar roupa na vida. Jane, inclusive, reutilizou um vestido para subir ao palco do Oscar. O estonteante longo  assinado por Elie Saab foi usado no Festival de Cannes, em 2014.

 

 

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