Logomania e suas controvérsias

18.04.2018

Como a gente sabe, quase tudo nessa vida tem seu preço, seu valor. E, em tempos de Instagram, uma das coisas mais inspiradas – e que mais é vendida, por suposto – é o tal life style. Isso tem uma razão muito óbvia de acontecer. Desde sempre marcas foram ferramentas muito eficientes de comunicar um estilo de vida. É assim não apenas para roupas, mas funciona para carros, perfumes e muitos outros produtos.

Alguns especialistas já falaram sobre a medida certa, mas, embora existam posições muito diferentes, a real é que não precisamos viver de extremos. Ninguém precisa sair sem nenhum sinal ou totalmente coberto por eles. A grande questão é: existe alguma marca que esteja alinhada com sua personalidade?

Assim como as marcas esportivas valorizam o bom desempenho físico e são valorizadas por atletas e quem mais curta a ideia de performance, Gucci está para os novos amantes da moda com pitadas artísticas e Adidas representa a irreverência do colaborativo, do feito por muitas mãos. É assim desde que as três listras sofreram interferências de Pharrell Williams e Yohji Yamamoto produziu um logo diferente para a Y-3.

E quem consegue esquecer a parceria da Louis Vuitton e Supreme? Até Justin Bieber entrou na onda e saiu desfilando a marca por aí. 

Aqui no Brasil, um dos principais blogueiros de moda, Kadu Dantas, tem abusado do estilo. Confesso que gosto de ver nele, jamais me veria usando assim. Talvez o exemplo dele e o contraponto comigo é o bastante pra dizer o que pode servir a todos nós: tudo é uma questão de adequação.

Uma das principais consultoras de moda do país, Glória Kalil, acaba de lançar mais um livro, o Chic Profissional, e foi enfática ao escrever: “Fica um pouco ridículo quando uma pessoa se apoia em uma logotipia muito evidente, de modo que a imagem e a identidade da marca substituam a sua própria apresentação pessoal”.

A medida correta talvez esteja numa outra declaração da consultora, um pouco mais amena. É com esse discurso que eu concordo mais. “No mundo formal, como entre os banqueiros por exemplo, uma gravata Hermès ainda imprime um certo status. Já alguém muito jovem que use um cinto com um logotipo Hermès fica ostensivo, cafona”, destaca Gloria Kalil.

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