Fazendo a cabeça do novo homem

20.06.2017

 

Na moda e na natureza é igual, seguimos a lei do mais forte. Não necessariamente parrudo, mas robusto em ideia e maleável na forma, para se adaptar a tempo e espaço. Embora ainda pouco conhecidos conceitualmente, alguns estilos como o lumberssexual e a tribo dos yuccies enterraram alguns tipos de homens. Acabou-se a era dos hipsters e metrossexuais, que tanto fomentaram o preconceito com a vaidade masculina.

Quando a indústria da moda apontou David Beckham como referência de estilo - focada em vender e vender -, muitos homens se sentiram incomodados com seu cuidado estético meticuloso, com inclinação da beleza feminina, apesar de ser um esportista que esbanja força física. A comparação como universo gay foi imediata e, cá entre nós, não era só uma questão de brio. Dá trabalho ter tantos cuidados.

Na mesma época a silhueta longilínea atribuída ao corpo feminino perdeu força e os cortes mais amplos começaram a aparecer. Quem proclamou o surgimento dos lumberssexiais foi Geoffrey Bruyere, depois de ler e reler as anotações de Tom Puzak, editor do site Gear Junkie, que avalia que o homem moderno prefere uma vida ao ar livre, com vaidade, mas sem excessos. No jeito de vestir ele é largado como um hipsters, mas usa bolsa de couro com tratamento mais rústico, sem tanto brilho, e dentro leva um MacBookAir. Os hippies foram enterrados porque, para os estudiosos da moda, esse estilo chamado de “normcore” sempre olha para o básico, embora seja muito atual e tenha um toque particular.

Muita gente pode desconhecer a origem dessa história, mas foi depois dela que voltaram a pipocar espaços masculinos, as barbearias por primeiro. Esqueça os estereótipos ao entrar em uma, seja em Natal ou Paris – só pra citar dois lugares onde elas estão por todos os lados. Na nossa capital Compadre Barber Shop, de Fábio Medeiros, comanda a área de Neópolis e a Lorde carioca o bairro de Lagoa Nova. A Invictus, de Sérgio, surgiu para atender ao público de Petrópolis. Em pouco tempo, ganhou concorrência. Surgiram a Goodfather, Saloon e mais recentemente o Espaço Homem da Belezaria, salão até pouco tempo exclusivamente feminino.

 

[Ao gosto do freguês]

É fácil saber, ao olhar todas essas casas, o que os homens querem: área exclusiva, decoração minimalista e mais noir, cafés e cervejas. Enfim, espaço da interação. “Acima de tudo os homens desejam ser atendidos por um bom profissional, que tenha apuro técnico. Mas eles querem também se sentir à vontade num ambiente masculino e com serviços que possibilite se divertir. Colocar outros elementos dentro de barbearias é que garante essa experiência diferenciada, frisa Victor Sousa, barbeiro do Pármenas Salão, em Lagoa Nova.   

Victor faz parte de uma nova safra de barbeiros, os que resgatam um ofício clássico, usando a navalha. Tem apenas 19 anos e pouco tempo atrás era auxiliar de barbeiro. Curioso e mais uma apaixonado por esse estilo old school, conquistou sua primeira cadeira apoiado por amigos e clientes enquanto apostava na qualificação, em um curso oferecido pelo Old Dress Bar Bearia, uma casa especializada em cuidados para homens na cidade de Mossoró.

Para os que querem acompanhar as mais fortes tendências, ele indica os cortes que deve fazer a cabeça dos caras em 2017. “O quiff é um corte fácil de manter e que tem o charme retrô dos anos 1970 e também guarda um certo tradicionalismo. Mais baixo nas laterais e alto no topo, para os homens que não querem ousar tanto. Outra aposta é nos fios longos. Esse estilo já foi bem difundido este ano e vai continuar em alta. Apesar de parecer simples, não basta deixar o cabelo crescer. É preciso manter o corte e as pontas em dia, para que o cabelo tenha movimento e vitalidade”, garante.

 

* Texto originalmente publicado no Novo

 

 

 

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