SPFW: Thiago Pethit e a moda de João Pimenta

25.10.2015

Dois criadores, duas ideias que se aproximam em muitos momentos. Thiago Pethit e João Pimenta estão naturalmente em áreas diferentes, o primeiro é músico e o outro estilista. Mas falam línguas por vezes tão parecidas que esses dois pês já uniram seus trabalhos. 

Pethit foi o modelo escolhido por Pimenta para a campanha de inverno do ano passado. Lembro que estávamos jantando no Spot, em São Paulo, quando Thiago me mostrou em primeira mão, no celular, as fotos clicadas pelo peruano radicado no Brasil Gianfranco Briceño. E, claro, ele bastante empolgado mostrando belas imagens em preto e branco. A modelagem oversized dos ternos foi inspiradas nos imigrantes italianos, idealizada na “forma ideal para o corpo real”, como definia o estilista naquela primeira grande campanha a ganhar páginas de revista.

Isso aconteceu há um ano e exatamente hoje essa estrutura de roupa ganhou o mundo inteiro. A inspiração não é a mesma de Pimenta porque não estamos falando somente de ternos, mas o oversize é uma realidade graças ao estilo de rua importado das quadras de basquete.  

Thiago estava na primeira fila no desfile da coleção de inverno 2016 e, por toda essa história, não haveria ninguém melhor que ele para fazer essa análise.

 

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ENTREVISTA 

 

Cristiano Félix - O que você achou da coleção do João Pimenta para o próximo inverno? 

Thiago Pethit - Achei muito bonita. O João começou muito conceitual, de um jeito que eu gosto muito, mas de uns anos pra cá vem comercializando mais a marca, deixando mais acessível para o homem brasileiro. Isso também é interessante e ele faz de um jeito muito sábio. Algumas peças que são super básicas e outras mais diferentes. Isso alegra pessoas como eu, que sou artista e gosto de roupa pra palco. E agrada também um homem que trabalha num banco e precisa se vestir de um jeito discreto, menos bafônico.

 

O que você mais gostou e levaria pra casa hoje mesmo?

Eu levaria pra minha vida vários terninhos e as camisas com laço no punho. Achei bem anos 1970 e The Rolling Stones

 

O seu estilo pode ser definido como setentinha?

Não gosto de definir nada (risos). Acho que me resolvo pelo estilo de hoje. E hoje eu sou ’70, mais Mick Jagger, mas amanhã pode ser outra coisa.

 

Isso vale pra  palco ou também pra o dia a dia?

Pro dia a dia, se eu estou em casa, passo o tempo todo de cueca. Não existe essa roupa diária. Visto sempre uma persona artística quando estou na rua e se eu estou em casa não tenho a obrigação de vestir nada.  Vou de pijama até pra casa dos amigos (risos).

 

Você acha que a moda vai num caminho certo de liberação?

Eu presto menos atenção no que está acontecendo na moda do que parece. Mas eu sinto que o homem no Brasil tem ousado muito mais, o que é bom. Vejo meninos usando roupas estampadas, assimétricos, saias. Não é muito, mas tem crescido e isso é um ótimo sinal.

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