Incorporei o "do it yourself" e customizei uma bolsa

01.07.2015

Quando chove eu sempre recorro a ela: uma bolsa preta da Armani Exchange que comprei por um bom preço há uns quase três anos em São Paulo. Ela foi da primeira leva da moda de materiais resinados e é, portanto, quase que impermeável. Pode ser molhada o quanto for – está até com uma cara mais legal com o passar do tempo – e protege muito bem tudo o que eu tenho de levar comigo, entre outras coisas, documentos, tablet e celular.

Não tenho nenhum apego, nenhum cuidado com essa bolsa, justamente pela resistência. É um lance diferente de algumas outras, das de couro e com ferragens especiais. Afinal, uma boa bolsa pode custar tanto quanto um carro popular e quem curte, como eu, de vez em quando investe em uma dessas, apesar de em outras horas achar os preços uma maluquice.

Enfim, pra renovar essa bolsa que me acompanha a cada inverno, resolvi partir pra customização. Peguei uns spikes que o estilista Walério Araújo colocou na minha camiseta do camarote da Devassa, no carnaval do Rio, e resolvi incrementar. Estudei quantas cabiam e parti pra um atelier de costura. As costureiras de lá disseram que só rolava com máquina de pressão e me indicaram um sapateiro. Ele também não topou o serviço, mas me deu o caminho das pedras. Falou pra eu comprar uma base e colar nos spikes com Super Bonder  e depois colar essa base na bolsa com cola de sapateiro. Fiz e deu certo. Usei até uma certa força pra tentar desgrudar e elas não caíram. 

Hoje continuou a chover a cântaros e eu levei minha nova velha amiga pra passear. Entre os compromissos do dia estava passar na seguradora pra instalar um rastreador no caro que acabei de trocar e, pra minha surpresa, o funcionário da oficina perguntou onde eu tinha comprado. Achei massa porque normalmente os caras que trabalham em ambientes muito masculinos são bem quadrados. Digo isso muito claramente porque, como você, eu também tenho algumas ideias convencionais, mas me policio o tempo inteiro pra não deixar que meus preconceitos se transformem em discriminação. 

Bolsa é um acessório feminino? Customização é coisa me mulher? Nada disso, camarada. Bolsa é um utilitário dos melhores que a gente pode ter, nem tudo cabe dentro dos bolsos ou deveria estar lá. E customizar faz você colocar sua identidade em algo que carrega. Agora, claro, precisa ter colhão pra bancar algumas escolhas. Eu banco as minhas e acho difícil encontrar alguém com o pau maior que o meu, sem nenhuma modéstia. 

Tempo desse eu já falei aqui que algumas grifes providenciam a customização antes do produto sair da loja e alguns artistas conseguem fazer dessa uma boa frente de trabalho. Um dos maiores exemplos é o da britânica @boyarde, que cobra cerca de R$ 3 mil por cada pintura. Mas existem outros bons nomes, como o da blogueira Juliana Ali. Aliás, se liga no site dela porque também tem espaço pra moda masculina e com um olhar bem interessante sobre o que a gente quer ver. Uma das últimas postagens é sobre camisa de time, saca?

Fui meio açodado pra fazer minha segunda customização (antes disso eu só tinha transformado uma calça em bermuda) e não tenho fotos do antes e depois pra mostrar, mas posso dizer que valeu muito e que gastei pouquíssimo. Como os spikes foram reciclados de outros carnavais, literalmente, eu gastei cerca de R$ 15 pra deixar minha bolsa com uma cara bem diferente.

 

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