Brogue não é oxford: entenda os sapatos mais charmosos da temporada

29.05.2015

Eles eram chiques no princípio do século XX e voltaram à cena, agora pelo charme conectado pelo ar retrô. Estou falando dos brogues bicolores - e até tricolores, como o que não paro de desfilar por aí –, aquele estilo de sapato que tem furos no cabedal, embora as ornamentações não se restrinjam a essa parte. Enfim. Muita gente confunde esse calçado com o Oxford e, por isso, aqui também vamos falar das diferenças entre os dois. 

As origens dos brogues e dos oxfords se cruzam na Irlanda e na Escócia e ambos foram concebidos para o trabalho pesado, assim como os jeans. Eram inicialmente confeccionados apenas na cor marrom e usados por caçadores e trabalhadores que precisavam passar diariamente por charcos e lamaçais. Os furos serviam para controlar a umidade dos sapatos, permitindo uma secagem mais rápida. Hoje não têm mais essa função, são apenas decorativos.   

Quando os furos ornamentam o sapato inteiro, esse estilo se chama “Full Brogue”. “Medalhão” é o termo usado para a decoração do bico e “wingtip” é o nome do que tem ponteiras de couro com um bico apontado para o cadarço. Aliás, o cadarço diz muita coisa. A característica mais marcante do oxford está em sua amarração feita em perfurações no próprio cabedal do calçado, sem nenhuma aba costurada para este fim como é o caso do sapato derby. Os com aba adicional  (e uma cor nelas vai bem!) são os brogues.

Além de couro, o brogue também pode ser feito de camurça, nylon, lona e muitos outros materiais. Também pode ser fabricado com mais de um deles, o que permite um número quase ilimitado de combinações. Olha essa referência com tons pastel. Combinação certeira!

O modelo que não tiro dos pés foi comprado em Istambul, na Turquia, há pouco mais de um mês. Paguei por ele 589 TL (Liras Turcas), o equivalente a R$ 830. Havia um sem fim de modelos em várias lojas, mas foram os da marca Elle que me encantaram. Fiz fotos de alguns outros, que compartilho agora com vocês. 

 

Austeridade

 

Os oxfords, por sua vez, não possuem furos, são mais clássicos. Apesar de criados com a mesma finalidade, foram adotados pelos alunos da universidade de Oxford, na Inglaterra. Mesmo no Reino Unido, podem ser chamados de Balmoral, por causa do nome de um castelo escocês, e Richelieu, como foi batizado na França. 

As perfurações por onde passam o cadarço são feitas no próprio cabedal do sapato, que não possui nenhuma aba costurada por cima, como eu já disse. Isso diminui a pressão nos pés, o que termina dando mais conforto.

Esse modelo é mais formal, tanto que, além do “cap toe”, com ponteira de couro diferenciada, existe uma variação denominada “whole cut”, que não tem sequer costura no cabedal inteiriço, sendo um sapato ideal para usar com smoking quando na versão black ou em preto e branco.

 

Texto: Cristiano Félix

Fotos: Éverton Barbosa + referências

Onde encontrar: elleshoes.com

 

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