Antiquarius: português com estilo renovado

27.02.2015

 

"Acho que estamos muito casuais". Essa foi a primeira frase que o Nelio Junior soltou quando chegamos ao Antiquarius para almoçar e, como de costume, relembrar pérolas e rir alto. Era sábado de carnaval e São Paulo estava bem esvaziada e quente (!), não tinha como escolher outra coisa pra vestir a não ser bermudas. O lugar foi escolhido por outra amiga muito querida, a Neila Medeiros, depois de uma rápida passada pela internet para ver indicações de restaurantes.

A casa reabriu no ano passado, depois de fechar as portas no final de 2012, por problemas de administração. Mas a clientela estava saudosista e a marca era tão forte que fez com que um novo investidor comprasse o direito de reabrir esse espaço criado pela família Perico.

O ambiente é formal, mas sem exageros. O time de garçons - bem diferente do resto da cidade, onde só trabalham jovens bonitinhos - é formado por gente experiente, mais madura, que sabe como atender. Sentamos os quatro (a Julhinha estava entre nós) perto da parede de vidro, numa área com mais iluminação natural, e de cara pedimos um vinho português da região do Alentejo. Vou ficar devendo o nome a vocês, mas ele era uma delícia. tanto que repetimos o mesmo rótulo depois da primeira garrafa esvaziar. 

 

 

A carta é relativamente diversificada, deve ter em média 60 rótulos, entre eles uns 15 de Portugal. A base da gastronomia é portuguesa, mas reabriu também investindo no cardápio de grelhados: carnes e peixes. Os pratos são individuais e custam, a maioria, R$ 149. Um deles é esse bacalhau à lagareiro, que foi a minha escolha. Fora essa, existiam mais umas três opções de bacalhau alto. Sempre vou neles porque desfiado até eu sei fazer. 

 

 

O prato pode parecer azeitado em excesso, mas é tudo parte do gracejo que se faz na montagem. Ninguém em sã consciência usa essa quantidade de azeite em uma refeição, certo? Esse é um prato tradicional, que tem origem nas Beiras, em Portugal, onde era usadas prensas chamadas lagares para moer a azeitona e produzir o azeite. Logo, essa é uma receita criada para provar, sobretudo, o azeite produzido na região.

Agora, se você quer saber como estava no paladar, digo agora: o bacalhau era extremamente saboroso, sem nenhum ranço salgado, e veio coberto com um cebola também deliciosa. Nos acompanhamentos não havia nada de especial, o que me faria a classificar um pouco abaixo daqueles sites que consultamos antes de sair pra conhecer algum restaurante novo.

Pra fechar, pedi uma torta de ovos que talvez se chame "Pedacinho do ceú". Eu disse talvez. Desculpe, já estava meio alto. Mas, se você for por lá, peça qualquer uma. Dizem que todas elas são iguamente deliciosas. 

 

 

Também curti muito o estilo do lugar. Não há nada de azulejos e nem movelaria pesada. O espaço foi projetado pelo arquiteto João Mansur e é muito mais contemporâneo do que o que se encontra na terrinha.  

A cozinha pode não ser a melhor da capital paulista ou mais estrelada, como era nos anos 1990. Mas a atenção no atendimento é, sem dúvidas, um diferencial. Fomos extremamente bem servidos e ficamos à vontade pra rir sem nos importar com os olhares das mesas ao lado. Afinal, encontro de amigos em pleno carnaval precisa ser um evento dos mais divertidos, certo?

  

Endereço: Alameda Lorena, 1040, Jardins - São Paulo.

Telefone: (11) 2638.0938.

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