Satyricon Osteria del Mare, Búzios

10.10.2014

 

Passando pela Orla Bardot, quase em frente a estátua de bronze que eterniza uma Brigitte no auge da sua juventude e forma física, é quase impossível não perceber um dos endereços mais charmosos e despretensiosos de Búzios. O lugar minimalista, quase todo branco, do chão ao teto, só quer destacar dois atrativos: o visual da Praia da Armação que se tem da varanda e, do lado de dentro, os aquários gigantes que expõe atrativos como cavaquinhas, lagostas e moluscos vivos.

Os pratos são preparados de diversas formas, a exceção das ostras que só são servidas cruas, com um filete de azeite e limão. Desde 1983 é assim. O Satyricon oferece frescor e a autêntica culinária mediterrânea, que pode ser regada com vinhos do mundo inteiro. A adega climatizada feita sob encomenda para a casa abriga mais de 500 rótulos. 

O restaurante vende a ideia de trabalhar com peixes e crustáceos que podem vir dos sete mares, mas prefere que alguns dos produtos sejam locais, desde que os pescadores respeitem algumas regras como abandonar as redes e só pescar com linha e anzol, técnica que garante que as fibras da carne serão preservadas e a textura do alimento sairá mais saborosa. 

Comecei com ostras (R$ 10 a unidade). Elas são enormes, do tipo que não dá pra matar no dente com apenas uma mordida. 

 

 

Pra acompanhar, um espumante. Escolhi o francês Veuve du Vernay Brut (R$ 98,00). Esse é um dos melhores rótulo da linha inicial de vinhos frisantes, mas no restaurante custa o dobro do preço que se acha numa casa de vinhos. Ele produzido pelo tradicional método Charmat, que consiste em provocar uma segunda fermentação com gás carbônico num espaço hermético, fazendo com que o perlage tome uma forma bem semelhante ao das bolhas dos champagnes franceses. 

 

 

E as vieiras (R$ 16 a unidade) foram servidas marinadas com azeite e cobertas com alho torrado.

 

 

Como estava muito na linha dos frutos do mar e não sou um garoto fitness, pedi um carboidrato pra beliscar. A bruschette rosa é servida em unidades (R$ 14, cada).

 

 

Pão amanteigado levemente torrado com tomatinho cereja, balsâmico, muito azeite e alho. Estava uma delícia, mas ela precisa ser comida rápido pra não empapuçar. 

 

 

Fui até o aquário pra escolher o prato principal. Não achei a cavaquinha um bicho bonito, mas como nunca tinha comido e me foi muito recomendada, aceitei. Fiz um carinho antes. Saca só!

 

 

Àquela altura eu já queria provar tudo. Foi por isso que pedi um Mix de crustáceos na brasa, do menu degustação (R$ 313 para dois). Vem com quatro camarões grandes e quatro lagostins, uma lagosta gigante e uma cavaquinha.  

 

 

A cavaquinha é realmente especial. Tem um sabor mais suave que a lagosta e uma carne com uma textura mais agradável também, quase derretendo na boca. Degustei só com uma manteiga de alcaparras.

Ainda rolou sobremesa e café. Eu estava bem disposto, né?

 

 

Proprietários do local, o casal Marly e Miro Leopardi - um italiano que alarda que é descendente do poeta Giacomo e começou a aprender a cozinhar na osteria da família, a Matricciano, aos 11 anos - tem fama de ser vigilante para garantir não só a qualidade dos pratos, mas também a excelência do serviço. O maître e o sommelier são muito atenciosos e o garçom fica bem de olho pra tirar as cascas e trocar os pratos a todo instante. Não há como não se sentir paparicado. 

 

 

Por tudo isso a noite na Satyricon vai ficar guardada num lugar especial na minha gaveta de memórias gastronômicas. Ostras como aquelas aqui no Brasil só consigo comparar as que existem em Floripa, nos restaurante do caminho pra Praia da Joaquina. O preço é salgado, esse jantar pra dois (o Éverton me acompanhou) saiu por R$ 600. Mas é um dinheiro muito bem investido. 

Pra quem não quiser iguarias locais, na osteria tem King Crabs (caranguejo gigante) do Alaska e da Patagônia, cordeiros do Uruguai e salmão norueguês. Só não se pode deixar de conhecer.

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